iremos juntos separados,
as palavras mordidas uma a uma,
taciturnas, cintilantes
- ó meu amor, constelação de bruma,
ombro dos meus braços hesitantes.
Esquecidos, lembrados, repetidos
na boca dos amantes que se beijam
no alto dos navios;
desfeitos ambos, ambos inteiros,
no rasto dos peixes luminosos,
afogados na voz dos marinheiros.
Eugénio de Andrade
imortal eugénio
ResponderEliminar(grande foto!)
imortal mesmo! Ando fascinada a ler vários poemas dele
ResponderEliminarobrg por gostar da foto :-)