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alexandre o'neill

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.

alexandre o’ neill

O amor é o amor - e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...

O meu peito contra o teu peito,

cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos

sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos - somos um? somos dois?
espírito e calor!

O amor é o amor - e depois?

alexandre o'neill





















Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
palavras de amor, de esperança
De imenso amor, de esperança louca.
palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor
(o nome de quem se ama
letra a letra revelado
no mármore distraído
no papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O’Neill

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

este caminho

a longa caminhada
































Este caminho que percorro,
e não conheço:
este caminho acidentado
que não sei porque mereço.
Percorro-o não sabendo para onde vou,
Percorro-o não sabendo bem quem sou.
Não sei onde me levará,
Nem sei onde acabará.
O que faço?
Estou perdido como sempre
Porque nesta estrada da vida
Não posso voltar atrás,
Tenho medo de ir em frente
Mas o mais triste desta viagem
É ter de a percorrer sozinho.

Alexandre O'Neill