- Quem é que tu amas mais, homem enigmático, diz: o teu pai, a tua mãe, a tua irmã ou o teu irmão?
- Eu não tenho pai, nem mãe, nem irmã, nem irmão.
- Os teus amigos?
- Usas uma palavra cujo sentido me é, até hoje, desconhecido.
- A tua pátria?
- Ignoro em que latitude fica.
- A beleza?
- Ama-la-ia de boa vontade, deusa e imortal.
- O ouro?
- Odeio-o como vós odiais a Deus.
- Bom, o que é que tu amas, então, extraordinário estrangeiro?
- Eu amo as nuvens...as nuvens que passam...além...além...as maravilhosas nunvens
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charles baudelaire
É preciso estar sempre bêbado. tudo reside nisso: eis a questão. para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos inclina para a terra, precisais embriagar-vos sem tréguas. Mas de quê? de vinho, de poesia ou de virtude, à vossa vontade. Mas embriagai-vos. E se às vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na morna solidão do vosso quarto, acordardes, a bebedeira leve ou curada, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, a ... o relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "São horas de embriagar-se! Para não serdes os escravos martirizados do tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa vontade".
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