homens que são como projectos de casas
em suas varandas inclinadas para o mundo
homens nas varandas voltados para a velhice
muitos danificados pelas intempéries
homens cheios de vasilhas esperando a chuva
parados à espera
de um companheiro possível para o diálogo interior
homens muito voltados para um modo de ver
um olhar fixo como quem vem caminhando ao encontro
de si mesmo
homens tão impreparados tão desprevenidos
para se receber
homens à chuva com as mãos nos olhos
imaginado relâmpagos
homens abrindo lume
para enxugar o rosto para fechar os olhos
tão impreparados tão desprevenidos
tão confusos à espera de um sistema solar
onde seja possível uma sombra maior
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Daniel Faria
O meu projecto de morrer é o meu ofício
Esperar é um modo de chegares
Um modo de te amar dentro do tempo
Esperar é um modo de chegares
Um modo de te amar dentro do tempo
Poema
Partirei sozinho na viagem
Sem nenhuma pedra ou senda repetida
E no tempo repetido acharei uma saída
Uma manhã depois de uma manhã
Daniel Faria
Sem nenhuma pedra ou senda repetida
E no tempo repetido acharei uma saída
Uma manhã depois de uma manhã
Daniel Faria
amo o caminho que estendes
Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.
Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
Se se recorda dos movimentos migratórios
E das estações
Mas não me importo de adoecer no teu colo
De dormir ao relento entre as tuas mãos
Daniel Faria
Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
Se se recorda dos movimentos migratórios
E das estações
Mas não me importo de adoecer no teu colo
De dormir ao relento entre as tuas mãos
Daniel Faria
Poema (II)
Sei que existes e multiplicarás
A tua falta.
Somarei a tua ausência à minha escuta
E tu redobrarás a minha vida.
Daniel Faria
A tua falta.
Somarei a tua ausência à minha escuta
E tu redobrarás a minha vida.
Daniel Faria
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