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Livro/filme

O filme é delicioso



Quando chegaste, tinha teze anos e morava no mesmo prédio onde moras agora, na mesma casa onde tuas mãos seguram esta carta, o meu último sopro de vida; morava no mesmo andar, exactamente a porta em frente à tua.

Contudo ainda não sei com exatidão, meu amor, qual o dia e a hora em que fiquei de todo e para sempre perdida por ti.

Acredita em mim, ninguém te amou como uma escrava, como um cão, com tão grande abnegação como esta criatura que fui e continuei sendo pois nada sobre a terra se iguala ao amor discreto de uma moça na escuridão, porque é tão desesperado, tão servil, tão submisso, tão vigilante e apaixonado quão jamais o amor desejo e inconscientemente caprichoso de uma mulher adulta é.

O que é bom não se esquece. Nunca hei-de esquecer-te.

O livro encantou-me

Stefan Zweig
carta de uma desconhecida