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ruy belo

Num dia destes de tristeza mansa
cansado já tanto de experimentar
eu que só ainda me não matei
talvez gostasse de me matar
Mas se porventura me desse mal
que ao menos fosse lícito voltar
Ver os amigos e os inimigos
e pelas ruas outra vez passar
Mas agora que cantei tristeza
não observo já os mais leves traços 
e a minha maneira de matar
é deixar cair ambos os braços 

Ruy Belo

"finge-se que a cama é uma jangada e depois a morte chega. esperada e celebrada com uma vida. e depois.

a própria vida é uma jangada de cujo rumo desconfiamos. como esta avenida. e o amor. e tudo, afinal."

Ruy Belo

"O poeta, sensível e até mais sensível que os outros homens, imolou o coração à palavra, fugiu da autobiografia, tentou evitar a vida provada. Ai dele, se não desceu à rua, se não sujou as mãos nos problemas do seu tempo, mas ai dele também se, sem esperar por uma imortalidade incompatível com a sua condição mortal, não teve sempre os olhos postos no futuro, no dia de amanhã, quando houver mais justiça, mais beleza sobre esta terra sob a qual jazerá, finalmente tranquilo (...). "