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sophia de mello breyner
No princípio a casa foi sagrada isto é, habitada não só por homens e vivos como também por mortos e deuses.
sophia de mello breyner andresen
Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,
No interior das coisas canto nua.
Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos,
Aqui sou eu em tudo quanto amei.
Não por aquilo que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos actos que vivi,
Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,
No interior das coisas canto nua.
Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos,
Aqui sou eu em tudo quanto amei.
Não por aquilo que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos actos que vivi,
Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.
Sophia de Mello Breyner
No ponto onde o silêncio é a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido é preciso era o vazio
sophia de mello breyner andresen
Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa.
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa.
algarve
sophia de mello breyner andresen
No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.
sophia de mello breyner andresen
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua
Sophia de Mello Breyner Andresen
Lutaram corpo a corpo com o frio
Das casas onde nunca ninguém passa,
Sós, em quartos imensos de vazio,
Com um poente em chamas na vidraça.
No ponto onde o silênsio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.
Apesar das ruínas e da morte,
Onde semprea cabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
(Poemas do livro Poesia, Assírio e Alvim)
Das casas onde nunca ninguém passa,
Sós, em quartos imensos de vazio,
Com um poente em chamas na vidraça.
No ponto onde o silênsio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.
Apesar das ruínas e da morte,
Onde semprea cabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
(Poemas do livro Poesia, Assírio e Alvim)
ausência
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda que a tua.
Sophia
mar
As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só p'ra mim
Sophia Mello Breyner
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só p'ra mim
Sophia Mello Breyner
Poema de Amor de António e de Cleópatra
Pelas tuas mãos medi o mundo
E na balança pura dos teus ombros
Pesei o ouro do Sol e a palidez da Lua
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
e no fim olhei para o céu e estava assim...
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