acusa uma vida no lumiar do perceptível que acontece aos olhos de quem habita ao movimento quase nenhum. o gasto do lugar morto de cada pessoa, o desbotado das fotografias ao sol que já não mostram cor e afundam os rostos no papel lentamente como a irem-se embora. há uma manifestação mínima que é como a comunicação possível com quem já não comunica, com quem já não existe mas deixa uma pobre memória ali materializada do que foi. é apenas mais um aspecto tolo do que ali se pode perceber, porque a verdade do que se passa é que no inerte subsolo o que acontece só se compara com o apocalipse de todos os sentidos até à cessação da mais ínfima graça de se ter estado vivo.
valter hugo mãe