botões de seguimento

herberto helder

E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que se pode dizer quando a extrema solidão nos dá um talento inconcebível.

morcheeba

a caminho do trabalho

Using your mind
Imagine our skin
Joined at the hip
Joined from within
By using your eyes
you're freezing my frame
Watching our clothes burst into flames
(Undress me now, you know how)
Using your eyes now
(Undress me now, you know how)
Using your mind
Using your mind
So give me a light
Or give me a drink
Just give me a reason
To feel what I think
(Undress me now, you know how)
Using your eyes now
(Undress me now, you know how)
Using your mind
(Undress me now, you know how)
Using your eyes now
(Undress me now, you know how)
Using your mind
Losing my mind

les plus beaux de notre histoire du cinéma

Les mains


Les pieds

augustina bessa-luís

Que é amar senão inventar-se a gente noutros gostos e vontades? Perder o sentimento de existir e ser com delícia a condição de outro, com seus erros que nos convencem mais do que a perfeição?"

ólafur arnalds

)

philip roth

The only obsession everyone wants: 'love.' People think that in falling in love they make themselves whole? The Platonic union of souls? I think otherwise. I think you're whole before you begin. And the love fractures you. You're whole, and then you're cracked open.

The dying animal

pascal quinard

O nome de Némie Satler é falso. É assim que eu vou denominar uma mulher que existiu, que já não é, e que eu amei. É difícil de falar do seu pensamento, quando o seu pensamento é a sua vida. O que provém do passado para o qual se estende, desesperadamente, a mão não só se troca em horas novas mas é ganho pelas emoções que aí nascem. No entanto, o que nos move, resultante do que nos comoveu, sente-se ainda no próprio passado. Parece-nos, às vezes, que toda a nossa vida de outrora não é, de modo algum, nem uma nuvem de poeira nem um lodo que caíram no fundo de nós: ela consiste num músculo vivo e impaciente no fundo do nosso coração. Esta mulher que eu amei, há alguns anos, há mesmo algumas dezenas de anos, já não vive neste mundo - nem em nenhum outro - mas algo que é seu corpo circula ainda no meu. Este traço vivo(uma vez que eu estou vivo quando escrevo esta frase) tem domicílio no coro que responde ao apelo do meu nome. Mais ainda que a alma tem morada no corpo onde não fez senão reencontrar o lugar que o esperava, desde o instante em que a sua forma anuiu à influência. O que eu procuro pensar não discerne em nada do que eu vivi e, sobretudo, do que vivo e do que quero continuar a viver.

Vida Secreta

lambchop

to someone who is far away from here

In the hour of the girl
You can make this danger witness
Or whatever, without your heart
You can wish you could relate
If it's always gonna be
Sit beside me on a star
If you wake me up tonight
So you try to make it whole
With everybody here
More than a sony
To make the words throw up
Or show me the way
As they pick me up again
They will be there on the couch
They will make you better still
(can you be sure?)
Of anything you make
Maybe you can get a whiff
It's enough to make you gag
It's enough to make you sick
Each and every day
With the concrete and the masonry
When the paint that's on is dry
You can work it from your eye

And you take it from my heart
As you stand alone forever

From the roaming and the surf
And the cloudy cloudy day
Just a boss thing that is pure
Something specially for you
It's like everybody's needing it
And everybody's sure
(and if they say)
Is a woman, write this down
Put the paper, over there
More than it is
No more than it is

clarice lispector

Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceite o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gaffe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingénuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer «pelo menos não fui tolo» e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.