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susan sontag

A tuberculose e o cancro foram utilizados para exprimir não só (como a sífilis) grosseiros fantasmas sobre a contaminação, como também sentimentos extremamente complexos sobre as ideias de força e fraqueza, e ainda sobre energia. Por mais de século e meio, a tuberculose forneceu um equivalente metafórico para a delicadeza, a sensibilidade, a tristeza, o fatalismo; enquanto tudo o que surgia como brutal, implacável, predatório, podia ser representado pelo cancro.

A doença é o lado sombrio da vida, uma cidadania bem pesada. Ao nascer, todos nós adquirimos uma dupla cidadania: a do reino da saúde e a do reino da doença. E muito embora todos preferissem usar o bom passaporte, mais tarde ou mais cedo cada um de nós se vê obrigado, ainda que momentaneamente, a identificar-se como cidadão da outra zona.
O meu propósito não é tanto descrever o que significa realmente emigrar para o reino da doença e aí viver, mas antes as fantasias punitivas ou sentimentais que se constroem acerca dessa situação: não uma geografia real, mas antes estereótipos de carácter nacional. O meu tema não é a doença física em si, mas o uso que se faz da doença como figura ou metáfora. A minha tese é que a doença não é uma metáfora, e o modo mais honesto de olhar a doença - e o modo mais são de estar doente - é o olhar mais depurado, mais resistente ao pensamento metafórico. Mas é praticamente impossível fixarmos residência no reino da doença incontaminados pelas sinistras metáforas que lhe desenharam a paisagem. Elucidar tais metáforas, sacudir o seu jugo, constitui o objectivo deste estudo.

A doença como metáfora / A Sida e as suas metáforas 

fleetwood mac


Sweet wonderful you,
You make me happy with the things you do,
Oh, oh, oh can it be so,
This feeling follows me wherever I go.
I never did believe in miracles,
But I've a feeling it's time to try.
I never did believe in the ways of magic,
But I'm beginning to wonder why.
I never did believe in miracles,
But I've a feeling it's time to try.
I never did believe in the ways of magic,
But I'm beginning to wonder why.
Don't, don't break the spell,
It would be different and you know it will.
You, you make loving fun,
And I don't have to tell you but you're the only one.
You, you make loving fun.
(It's all I want to do)
You, you make loving fun.
(It's all i want to do)
You, you make loving fun.
(It's all I want to do)
You, you make loving fun.
(It's all i want to do)

saturday

annemarie schwarzenbach

O perigo tem diferentes nomes. Por vezes, chama-se simplesmente saudades de casa, outras vezes, é apenas o vento seco das montanhas que acicata os nervos, outras vezes, o álcool, outras vezes, venenos mais letais ainda. Em certos momentos, não tem nome, nesses momentos somos acometidos por um medo inominável.

rui chafes

Tudo se pode lavar, menos a alma. Os pecados estão na alma, não no corpo.

A beleza física só existe nas pessoas que não têm a noção de si próprias. As pessoas mais belas não têm consciência da sua beleza.

Prémio Pessoa 2015