"o público que procura confidências pessoais no livro de um escritor é um público que não sabe ler".
"Todos nós atravessamos, continuamente, limiares iniciáticos. Cada acidente, incidente, cada alegria e cada sofrimento é uma iniciação. E a leitura de um bom livro, a visão de uma grande paisagem podem sê-lo também. Mas poucas pessoas são atentas e reflectidas o suficiente para se darem conta disso. Com execpção, parece-me, à sua maneira, das pessoas "mais simples", ou que assim são consideradas."
" Somos todos solitários, solitários perante o nascimento ( como deve sentir-se sozinha a criança que nasce!), solitários perante a morte, solitários na doença, mesmo que sejamos cuidadosamente tratados, solitários no trabalho, porque mesmo no meio de um grupo, mesmo num trabalho em cadeia, como os forçados ou o operário, cada um trabalha sozinho."
"Mas na vida corrente, novamente, dependemos de outros seres e eles dependem de nós".
"Cabe a cada um de nós o gesto de estender a mão, mas ao mesmo tempo sem nunca coagir as pessoas. Talvez seja necessário também amar a solidão para conseguir não estar só. É por reencontrarem na Primavera "a sua árvore", que atravessou aquilo que talvez erradamente possamos chamar a solidão do Inverno, que os pássaros regressam a ela na Primavera."
(De olhos bem abertos)
Relógio d'água
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