com o músico sem abrigo
Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra.
Vivemos, num lusco fusco de consciência, nunca certos com o que somos ou com o que nos supomos ser.
Nos melhores de nós vive a vaidade de qualquer coisa, e há um erro cujo ângulo não sabemos.
Somos qualquer coisa que se passa no intervalo de um espectáculo; por vezes, por certas portas, entrevemos o que talvez não seja senão cenário. Todo o mundo é confuso, como vozes na noite.
Fernando Pessoa
Livro do Desassossego
Sem comentários:
Enviar um comentário