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fiama hasse pais brandão

Esperas os sinais da minha existência.
Eu transcrevo-te mas não vivo no poema.
Morro na mancha de papel. Uma carta cai
no matagal como um pássaro. O não ser
caçadora dá-me um sentido conciso da realidade.
Nem os belíssimos perdigueiros me sentirão passar por aqui.
Eles não me vêem até ao âmago.
Tudo que é exterior e visível como o corpo atrai-os.
Tenho um limite onde estou e nada está. As cartas
caem diante da avidez de cães.
Vou existir onde jamais vivi.

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