Lutaram corpo a corpo com o frio
Das casas onde nunca ninguém passa,
Sós, em quartos imensos de vazio,
Com um poente em chamas na vidraça.
No ponto onde o silênsio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.
Apesar das ruínas e da morte,
Onde semprea cabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
(Poemas do livro Poesia, Assírio e Alvim)
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